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PERIGO: prédio da Vigilância Sanitária volta a funcionar sem liberação da Defesa Civil

Mesmo com riscos de novo deslizamento de terra, a sede da Diretoria Geral de Vigilância Sanitária de Salvador (DGVS), na Avenida Vasco da Gama, voltou a ter funcionamento normal nesta segunda-feira (18).

Apesar de não haver qualquer liberação do prédio após a interdição ocorrida na última sexta-feira (15), servidores municipais prestam atendimento aos cidadãos que procuram os serviços do órgão. (Clique aqui)

O rompimento de uma tubulação de água atingida pelo deslizamento interrompeu o abastecimento no prédio e a limpeza ainda não foi concluída, não havendo, portanto, condições de segurança, higiene e limpeza para funcionamento.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Everaldo Braga, a situação de risco não pode assumida pelos trabalhadores. “Estamos cobrando as condições de segurança para que os servidores da Vigilância Sanitária possam exercer suas funções. Estamos zelando pelas vidas de quem trabalha aqui e também dos cidadãos que buscam atendimento”, disse Braga.

Até à tarde desta segunda-feira, nenhuma outra orientação foi emitida pela Defesa Civil de Salvador, no sentido de liberar o prédio para utilização.

Denúncia: caso do prédio da Vigilância Sanitária reflete situação dos imóveis do serviço público em Salvador

O pânico e o medo também toma conta dos servidores municipais de Salvador. Além de ter que enfrentar a má vontade dos gestores, os trabalhadores e trabalhadores precisam correr riscos para exercerem suas atividades diárias.

Um situação já denunciada pela diretoria de nosso sindicato é a falta de condições estruturais e de manutenção em diversos prédios, onde funcionam órgãos da administração municipal. Rachaduras, infiltrações, esgoto à céu aberto, vulnerabilidade e agora, com as chuvas que caem sobre a cidade, a categoria ainda tem que enfrentar riscos de desabamentos.

O fato ocorrido na manhã desta sexta-feira (15), no prédio da Vigilância Sanitária, na Avenida Vasco da Gama é uma demonstração inequívoca de que a Prefeitura de Salvador não possui um diagnóstico das instalações do serviço público municipal. Um deslizamento de terra quase causou prejuízos maiores no local. Apesar disso, a correria e o receio de uma tragédia fez com que os servidores desocupassem o imóvel de maneira imediata. Mesmo com o susto, ninguém ficou ferido.

“Vamos continuar denunciando, pois o prefeito da cidade tem sido omisso com essa situação. Usa a tragédia dos soteropolitanos para tentar se promover politicamente. não cuida da proteção ambiental da cidade, não executa um plano de contenção de encostas eficaz e usa a técnica da lona preta como solução para o problema. Como crer que exista um gerenciamento deste momento de perigo civil, se nem mesmo a Defesa Civil tem um prédio em condições de abrigar pessoas”, questionou o coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga.

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