Nova audiência pública no MPT discute direito à greve e práticas antisindicais
Diante das queixas sobre as práticas antissindicais protagonizadas pela Prefeitura de Salvador em diversas situações, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza nova audiência pública para tratar sobre o tema. Além disso, o direito à greve no serviço público também está na pauta.
O evento no formato online acontece no próximo dia 06 de dezembro, a partir de 14h30 e poderá ser acessado clicando aqui . Para participar, o trabalhador ou a trabalhadora da Prefeitura de Salvador deverá preencher ficha de inscrição para confirmar sua presença.
Para se inscrever, clique aqui e garanta a sua participação.
“O que temos visto e sofrido ao longo do tempo é uma clara tentativa de esvaziamento da mobilização dos trabalhadores. As práticas de assédio, perseguição, ameaças e cortes salariais mostram que existe uma estratégia montada para diminuir a força da ação sindical. Com a nossa reação no campo da Lei esperamos que esses prejuízos deixem de existir e possamos exercer nosso papel de organizar a luta da classe trabalhadora”, disse o diretor do Sindseps, Nildo Pereira.
Confira tudo sobre o processo eleitoral do Sindseps 2021/2025
O processo eleitoral para a escolha da próxima Diretoria do Sindseps foi iniciado de acordo com os dispositivos exigidos pelo Estatuto da entidade. A publicação dos editais é uma das principais exigências a serem cumpridas para o bom andamento e transparência do pleito.
Divulgado em jornal de circulação local e afixado na sede da Entidade para conhecimento público, a convocação das eleições (DOM 8.054 de 30 de junho de 2021) e o chamamento para a assembleia geral extraordinária (DOM 8.055 de 01 de julho de 2021) que escolherá o terceiro nome do integrante da Comissão Eleitoral que conduzirá a eleição atendem ao disposto nos artigos 34 e 40 do Estatuto.
A Assembleia Geral Extraordinária que escolherá o integrante para compor a Comissão Eleitoral acontecerá no próximo dia 07 de julho, a partir de 15h – em primeira chamada – e a segunda chamada prevista para 15h30. O ato acontecerá na sede do Sindseps situada na Rua Francisco Ferraro, 91, Edf. Apolo, Nazaré, na capital baiana.
As eleições que escolherão a próxima diretoria do Sindseps ocorrerão nos dias 26 e 27 de julho de 2021, de 08h00 às 17h00, ininterruptamente, com urnas fixas e itinerantes dispostas em locais a serem definidos pelo Regimento Eleitoral Interno e de responsabilidade da Comissão Eleitoral, constituída na forma do art. 40 do Estatuto desta entidade.
O prazo para inscrição de chapas será entre os dias 13 e 14 de julho do corrente ano e deverá ser feito na sede do sindicato localizada na Rua Francisco Ferraro, 91, Ed. Apolo, Nazaré, nos referidos dias, nos horários das 09h00 às 11h00 e das 14h00 às 16h00, sendo a colaboradora Fernanda Araújo Lins, RG 0591633647, autorizada a receber os documentos e prestar as informações que se fizerem necessárias
O prazo para impugnação de chapa será no dia 15 de julho de 2021 das 09h00 às 16h00. O prazo para julgamento das impugnações será no dia 16 de julho de 2021 das 09h00 às 16h00.
No dia 19 de julho de 2021 acontece a publicação das chapas homologadas, que ficará exposta no mural da entidade.
Semana de luta vai garantir conquistas. Participe
Semana de luta vai garantir conquistas. Participe ASCOM Sindseps 14 de junho de 2018 Agenda de Lutas , Destaques Deixe seu comentário 579 Visualizações Artigos Relacionados Nova audiência pública no MPT discute direito à greve e práticas antisindicais 29 de novembro de 2021 Missão Brasília: reunião com Lídice da Mata fortalece ação do Sindseps e Astram 23 de novembro de 2021 Justiça reconhece demora da Prefeitura de Salvador em concluir processos de aposentadorias 18 de novembro de 2021 luta Paralisação plano de cargos Salvador servidor municipal sindicato SINDSEPS 2018-06-14 ASCOM Sindseps Compartilhar Facebook Twitter Google + LinkedIn
Serviço de Atendimento Psicológico continua sendo ofertado aos nossos filiados
As diversas formas de compreensão da mente humana e o suporte ao enfrentamento das questões existenciais, além do combate ao assédio moral e seus danos. Essa é a premissa do trabalho realizado no Serviço de Atendimento Psicológico oferecido pelo Sindseps. A partir do êxito da experiência da Clínica do Trabalho, essa ação é voltada aos filiados e seus dependentes.
O atendimento é feito todos os dias por profissionais capacitados e comprometidos com a excelência do serviço. O agendamentos e informações podem ser feitos pelo número 71.99665-2966.
Novo coordenador geral do Sindseps será escolhido no próximo dia 29/01
A democracia é instrumento das ações do seu sindicato. Cumprir normas deliberadas em documentos ou assembleias é conduta cotidiana dos diretores da entidade.
Tendo em vista, o cumprimento das regras estatutárias do sindicato, os integrantes do colegiado diretor do Sindseps vai se reunir no próximo dia 29/01 (quinta-feira), às 09h, para mais um ato democrático. O encontro em caráter extraordinário será realizado para escolher o próximo coordenador geral, conforme estabelecido no Artigo 61 do Estatuto da entidade.
A escolha do novo coordenador geral será feita entre os diretores postulantes ao posto. A primeira chamada para votação será feita às 09h e a segunda chamada acontece às 09h30. A eleição será feita na sede do Sindseps.
“Vamos realizar mais um ato que respeitará a decisão do servidor municipal. Cada diretor que foi escolhido pela nossa categoria representa um número de trabalhadores e trabalhadoras. O nome escolhido será daquele que reunir as melhores condições para representar o nome e a imagem da nossa luta”, declarou o atual coordenador geral Bruno Carianha.
Campanha de filiação é mais um sucesso com a marca forte do Sindseps
Reconhecimento e parceria. Fraternidade e transparência. O servidor municipal tem fortalecido a sua entidade para o enfrentamento da jornada de lutas. Os avanços e conquistas para a categoria aumentam o interesse do trabalhador em integrar as fileiras do seu sindicato.
Seja nas assembleias, postos de trabalho ou na sede da entidade, o servidor municipal tem se filiado para garantir que a marca forte do Sindseps possa defender direitos e caminhar novos passos em busca de valorização do nosso presente e proteção de nosso futuro.
O sentimento da base foi compreendido e a diretoria do sindicato lançou uma vibrante “Campanha de Filiação” ampliada. A intenção do projeto é facilitar a adesão de novos filiados aos quadros da entidade. Com todo o aparato necessário para filiação instantânea, a ação tem possibilitado atender ao servidor municipal no seu local de trabalho com a presença de diretores do Sindseps.
A resposta da categoria foi imediata e uma demonstração de confiança na marca forte do Sindseps e compromisso com a luta sindical foi demonstrada na assembleia que reuniu profissionais da educação municipal, na tarde desta sexta-feira (12), no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia. Foram quinze novas filiações em um ato programado para avaliação de nomes para compor uma comissão que discutirá a Instrução Normativa para esses trabalhadores e trabalhadoras.
Esses votos de confiança também foram ofertados em unidades de saúde espalhadas pela cidade, onde vinte e dois novos guerreiros e guerreiras passaram a integrar esse exército vitorioso na última semana. Neste mesmo período, na sede do sindicato, nossos colaboradores recepcionaram dezessete novos filiados. Essa relação fraterna com o servidor municipal tem sido veiculada pela própria categoria, sendo assim, um indicador de credibilidade do sindicato junto à sua base.
A sede do sindicato tem sido um “porto seguro” para os servidores municipais. A quantidade de atendimentos realizados aos filiados tem aumentado significativamente, principalmente por conta dos novos serviços. A “Clínica do Trabalho” é uma novidade no campo sindical. A assistência psicológica oferecida pela entidade está ajudando a combater o assédio moral e outros danos psicológicos aos trabalhadores e trabalhadores, além de seus dependentes.
A capacidade de transformar a luta sindical com inovação e qualidade é uma característica desta gestão que o servidor municipal escolheu. A cada nova filiação, a nossa responsabilidade aumenta ainda mais. Vamos continuar agindo para merecer a sua confiança, pois o sindicato é o reflexo da vontade do trabalhador. Se a categoria quer avanços e conquistas, a diretoria da sua entidade representativa não medirá esforços para que esse desejo seja concretizado.
Filie-se e venha tornar ainda mais intensa, a marca forte do Sindseps. Procure o diretor de sua preferência e faça parte desta família de honra.
Atenção: confira a publicação do texto do PCV no Diário Oficial
O servidor municipal aguardou a sanção do Plano de Cargos e Vencimentos dos Servidores da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas da Prefeitura de Salvador. A publicação que consta na edição do Diário Oficial (12 a 14 de julho) trouxe o texto aprovado pela Câmara de Vereadores. A Lei Nº 8.629 /2014 foi fruto da luta que tem a marca forte do Sindseps.
A diretoria do seu sindicato analisando o texto publicado encontrou incorreções conflitantes com a matéria aprovada na Câmara Municipal. Essa análise apurada apontará os erros que serão comunicados ao responsável pela Secretaria de Gestão (Semge) para que sejam corrigidos e re-publicados em atendimento ao interesse coletivo.
Após as devidas correções do texto e sua publicação em nova edição do Diário Oficial, a categoria poderá comemorar os resultados de mais uma jornada de luta. Apesar da euforia, a mobilização não pode parar e devemos permanecer em estado de alerta permanente, pois devemos proteger o nosso Plano de Cargos e fazer com que seus efeitos sejam benéficos na valorização do nosso presente e na proteção ao futuro.
Estamos disponíveis para receber as contribuições dos trabalhadores e trabalhadoras, que ao observarem possíveis erros na publicação em relação ao acordo feito com a gestão municipal, possam encaminhar ou comentar em nosso site. Outra opção pode ser a comunicação telefônica ou pelo aplicativo WhatsApp com o diretor de sua preferência.
Atenção: fique atento e saiba como defender o nosso PCV
O respeito e compromisso com demandas devem princípios em vários cenários da convivência social. No trabalho, essa responsabilidade deve ser observada com mais rigor. Na administração pública é extremamente necessário que as ações sejam feitas com critérios de lisura, ética e transparência. Quando esses valores não são observados, podemos imaginar que exista uma estrutura gerencial ou política inerte, incapaz e desrespeitosa com os compromissos assumidos.
A jornada pelo Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) tem sido árdua e mesmo encontrando obstáculos impostos pela gestão municipal, a marca forte do Sindseps continua na frente de batalha. Desde o último dia 11/06, quando foi aprovado o projeto na Câmara Municipal, a categoria aguarda a sanção por parte do prefeito da capital baiana. Os trâmites burocráticos não estão sendo cumpridos para que os efeitos financeiros sejam percebidos em nossos contracheques.
Aguardamos o prazo informado pela gestão para tal ato do prefeito até o dia de ontem (10) e que não aconteceu. A edição do Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (11) não traz a publicação tão esperada.
A força do servidor municipal será demonstrada novamente na exigência que a sanção do projeto aconteça com brevidade. Não aceitaremos que a malvadeza política prejudique nossos salários por mais um mês. Essa conquista deve continuar sendo protegida da arrogância e da prepotência desta gestão.
A diretoria do Sindseps realizará novas intervenções junto à Secretaria Municipal de Gestão (Semge) para exigir respeito à nossa categoria. Além disso, o seu sindicato convocará os trabalhadores e trabalhadoras para ações em defesa do PCV. Atos de protestos e assembleias devem ser realizadas e paralisações não estão descartadas. Tudo isso pode ser feito que não fomos atendidos na forma que merecemos.
As assembleias setoriais convocadas continuam mantidas, de acordo os locais e datas agendadas. A diretoria do sindicato pretende ainda reunir todos os servidores municipais, pois somente a união dos trabalhadores é o caminho para as conquistas. Aguardem as convocações que serão feitas. Data, horário e local serão divulgados em nossos canais de informação e relacionamento.
Fique atento aos veículos de informação da entidade. Acesse a nossa fan page no Facebook. e www.twitter.com/sindseps_. Você pode entrar em contato com o diretor de sua preferência, clicando aqui e acessando a agenda. Esteja preparado para participar das ações promovidas pela marca forte do Sindseps. O PCV é nosso! Vamos defendê-lo!
Presidente da CTB Bahia fala sobre mobilização e avanços na conquista de direitos
O presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira, fala da importância da mobilização de toda a sociedade para avançar na conquista de direitos, principalmente em relação à redução da jornada de trabalho, que é uma das principais pautas da classe trabalhadora no Brasil. O dirigente aborda também as comemorações do 1º de Maio e realização da Copa do Mundo de futebol.
Acompanhe na íntegra, a entrevista publicada na fan page da CTB Bahia:
CTB Bahia – Este é um ano diferente, pois além das eleições gerais teremos a realização da Copa do Mundo de Futebol no país. Como isso repercute na luta dos trabalhadores? O ano legislativo mais curto atrasa o debate de projetos importantes para os trabalhadores no Congresso Nacional?
Aurino Pedreira – De fato nós precisamos rediscutir esta agenda eleitoral do nosso país. Nós temos eleição a cada dois anos e no período eleitoral, há, em certa medida, um processo de estagnação no parlamento de nosso país. Isto é um problema. Mas, o fato de debatermos o processo de eleições, cria a oportunidade de discutirmos inclusive a necessidade de uma reforma política em nosso país. Uma reforma que não permita que as candidaturas e os parlamentares eleitos sejam financiados pelo capital privado. Hoje, são as grandes empresas que bancam a maior parte dos parlamentares eleitos e alguns governos também. Isso mostra a serviço de quem eles estão. Temos que incluir neste debate a reforma política. Mas, isso só vai acontecer, se você tiver um parlamento com ideias mais avançadas. Então, eu acho que precisamos entrar na campanha eleitoral para eleger um grande número de deputados comprometidos com as lutas dos trabalhadores. Só assim, poderemos traduzir isso em mudanças mais profundas, inclusive esta mudança de calendário eleitoral.
CTB Bahia – Tem muita gente protestando contra os gastos feitos pelo governo para a realização da Copa do Mundo da Fifa, mas a CTB defende o evento. Que avaliação a Central faz da realização da Copa no Brasil? Os empregos e a renda gerados valeram os investimentos feitos?
Aurino Pedreira – De fato, gerou-se uma grande expectativa em relação à Copa do Mundo. Como se a Copa fosse a solução de todos os nossos problemas. Mas não é. A Copa é um evento esportivo. A Copa é uma oportunidade de antecipar para um curto período de tempo, os investimentos que seriam feitos em longo prazo. Isto é bom para o país, do ponto de vista dos investimentos que foram feitos em mobilidade urbana e nos aeroportos, por exemplo. Eu acho também que o nível de empregos gerado não teria se concretizado se não tivesse a Copa. O número de turistas que virão ao país, inclusive gastar no Brasil, muitos não viriam se não fosse a Copa. A Copa é vista como fator de atração pelos grandes países do mundo. Se os grandes países querem, por que o Brasil não quer? Qual o problema disso?
Os gastos feitos para o evento na verdade são investimentos. Há uma desinformação em relação aos investimentos e gastos realizados pelo governo, assim como há uma certa confusão em relação ao que a CTB defende. Nós queremos Copa, saúde e educação. Achamos que os serviços de educação e saúde estão aquém do que o Brasil pode oferecer ao seu povo. Precisamos fazer o debate da questão. Se foram gastos R$ 8 bilhões na construção dos estádios, por exemplo, se nós aprovarmos o projeto de lei de taxação sobre as grandes fortunas, que está no Congresso Nacional, isso daria cerca de 16 bilhões para a saúde. Este é um debate que não foi feito. A Copa é importante sim. Nós precisamos levantar a autoestima do nosso povo em relação à Copa e também cobrar permanentemente dos governos às melhorias necessárias.
CTB Bahia – A redução da jornada de trabalho é a principal bandeira do movimento sindical e já está na pauta há alguns anos. Como andam as discussões sobre este tema no Congresso Nacional? Quais são as chances de aprovação do projeto que trata do tema?
Aurino Pedreira – Nós temos muitas dificuldades de avançar no tema em virtude da composição atual do Congresso Nacional. Para se ter uma ideia, a Comissão do Trabalho é composta por empresários ou por parlamentares que foram financiados por empresários. Então, eles não querem que o debate avance. Até mesmo, porque a redução da jornada de trabalho tem na essência a contradição capital e trabalho. Os patrões querem pagar pouco para que se trabalhe muito e os trabalhadores querem trabalhar menos e ganhar mais. Essa é uma luta permanente.
Eu acredito que só vamos avançar se conseguirmos fazer uma grande mobilização da sociedade, com a união das centrais para fazer uma pressão forte. O processo eleitoral é um momento oportuno. Porque, acho que nenhum candidato em sã consciência vai se posicionar contra a redução da jornada de trabalho. A CTB gostaria que esta discussão se acirrasse agora. Gostaríamos de fazer a discussão com as centrais sindicais e com os outros movimentos sociais, para fazermos uma grande manifestação sobre o tema.
Agora, no cenário do Congresso, eu acho difícil este tema seja tocado agora, se não tiver muita pressão. Basta lembrar, que a bancada dos empresários é quatro vezes maior do que a dos trabalhadores. É preciso que o eleitor, a sociedade perceba que todos os parlamentares são representantes de algum segmento da sociedade, seja da área do campo, da grande empresa ou dos trabalhadores.
CTB Bahia – Nos últimos anos, o 1º de Maio tem sido mais um dia de protesto do que de festa, embora seja o Dia do Trabalhador. Este ano será diferente? Ou ainda não temos o que comemorar?
Aurino Pedreira – O que comemorar há, em virtude da luta que os trabalhadores travam. As dificuldades ainda são muitas e nós não vivemos em um sistema que efetivamente faz avançar nestas dificuldades. Nós vivemos em um cenário de crise mundial e esta crise afeta todo o país. Então, a gente entende comemorar, não exatamente como uma festa, mas comemorar no ponto de vista de homenagear aqueles que perderam suas vidas nas lutas e de valorizar as conquistas que as trabalhadoras vêm tendo ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, é um momento da gente procurar cada vez mais resgatar a necessidade de avançarmos, de estabelecer novos horizontes que precisam ser alcançados. Lógico, que ao mesmo tempo a gente vai poder oferecer ao trabalhador um pouco desta integração social maior entre todas as categorias. Mas, o 1º de Maio é acima de tudo um momento de muita reflexão.
CTB Bahia – Desde a sua fundação, a CTB é a principal articuladora da união das centrais em torno de pautas prioritárias da classe trabalhadora. Como andam estas discussões e como esta união tem repercutido para a garantia de direitos dos trabalhadores?
Aurino Pedreira – Nenhuma central isolada vai conseguir apontar as grandes mudanças que os trabalhadores e o nosso país precisam. Isoladamente nós podemos ter uma conquista econômica por categoria isolada, mas, para as grandes conquistas e transformações da sociedade nós precisamos unir os trabalhadores, a juventude, o homem do centro urbano, o homem do campo, ou seja, nós precisamos unir a sociedade.
A CTB nasce com este DNA de unificar as lutas, de debater efetivamente as grandes bandeiras que unificam o conjunto da sociedade. A unidade das centrais sindicais é parte disso. Acreditamos que só vamos conseguir avançar nas mudanças, só vamos conseguir sensibilizar a população se tivermos propostas consequentes e ao mesmo tempo uma unidade de ação.
A união das centrais tem ajudado também a avançar na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Temos que ter um olhar para o Congresso não apenas naquilo que pode avançar, mas também naquilo que pode retroagir, retroceder. E hoje, com este perfil de Congresso que está lá, se a gente fechar os olhos, muitas medidas podem significar a retirada de direitos. Temos o exemplo da PL 4330, que trata da terceirização. Se não fosse esta unidade de ação dos movimentos e das centrais sindicais, seguramente a gente poderia está apostando em uma medida, que precarizaria muito as relações de trabalho, que criaria muitas dificuldades em relação à tratativa das centrais sindicais, porque iria tirar efetivamente o direito dos sindicatos representar os trabalhadores. Este é só um exemplo, tem ainda o debate da política macroeconômica e uma série de outras questões importantes que estamos debatendo.