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Adesão à greve geral e Campanha Salarial 2017 mobilizam servidores municipais em assembleia

Os servidores municipais de Salvador realizam assembleia geral para discutir a Campanha Salarial 2017. Na oportunidade, a categoria deve decidir a adesão na greve geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 28 de abril.

A expectativa da diretoria do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) é de que a categoria participe em grande número da assembleia e aumente a mobilização para garantir avanços salariais na data-base. De acordo com o coordenador geral da entidade, Everaldo Braga, os trabalhadores ainda aguardam o cumprimento dos acordos dos anos de 2015 e 2016. “Os planos de cargos e vencimentos não foram percebidos pelos servidores. São legislações municipais que estão sendo descumpridas e uma dessas leis foi sancionada pelo próprio prefeito após aprovação da Câmara Municipal. Não aceitaremos que isso aconteça nesse ano. Nossa atitude coletiva será ainda mais firme e esperamos que a Mesa Permanente de Negociação seja eficaz para que os acordos sejam cumpridos”, disse Braga.

Outro tema importante que será avaliado na assembleia é a possível adesão à greve geral. Segundo o sindicalista, os servidores decidirão qual posicionamento será tomado pela categoria para a próxima sexta-feira (28). “A união fraterna dos trabalhadores é um combustível de nossa mobilização. Estamos reunindo as entidades representativas em uma clara demonstração de unidade. Esse é o sentimento que estamos cultivando e fortalecerá a busca pelos nossos objetivos de valorização e defesa de direitos conquistados. Consideramos que a reforma da Previdência Social e da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] serão prejudiciais e por isso, precisamos lutar juntos para defender o futuro da classe trabalhadora. Além disso, essas legislações podem servir de parâmetros nocivos para reformas propostas pela Prefeitura para arrochar ainda mais a vida do servidor público municipal. Temos que lutar contra a aprovação desses projetos e assim faremos”, finalizou o coordenador do Sindseps.

A assembleia geral dos servidores municipais acontece nesta terça-feira (25), às 16h, na quadra de esportes do Ginásio do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos e contará também com a participação de sindicatos de outras categorias profissionais.

Golpistas colocam armadilha para o servidor público. Venha para assembleia

A proposta de reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo que desrespeitou o seu voto é algo absurdo. O novo golpe pretendido pelos usurpadores e delatados na Operação Lava Jato é destruir o futuro dos milhares de brasileiros. Homens e mulheres que contribuem para o desenvolvimento do país podem morrer sem o amparo do que produziram por toda a vida.

Um deputado baiano – que deve aos cofres da Previdência Social – é o relator do texto do projeto indecente que retira a possibilidade de uma aposentadoria digna para os trabalhadores e que coloca os servidores públicos municipais em uma berlinda: aumentar a participação no custeio da nossa previdência ou sermos submetidos às regras previstas no projeto. A maldade prevista na PEC 287/2016 terá os nomes do deputado federal Arthur Maia (PPS) e do ilegítimo Michel Temer (PMDB) assinado no relatório e isso não pode ser esquecido facilmente.

Temos uma Campanha Salarial árdua para enfrentar e os golpistas que querem destruir a Previdência Social são os mesmos algozes que temos que encarar na capital baiana. Uma arquitetura do mal que tenta sugar nossas forças e nos fazer penar sem reajustes salariais. Da mesma forma que descumprem a Lei Eleitoral com ‘caixa 2’ recebido das empreiteiras, esses políticos não cumprem os Planos de Cargos e Vencimentos (Geral e da Saúde).

Quantas maldades serão feitas com essas reformas e que devem ser combatidas por nós: a jornada dupla das mulheres aumentará ainda mais; o trabalho do homem durará mais tempo impedindo de ver seus netos crescerem; o tempo de contribuição aumentará e o de gozo da aposentadoria diminuirá; impedimento de acúmulo de benefícios; redução do valor de pensões e um salário bem menor que a média das contribuições feitas pelo trabalhador durante sua vida no serviço. Querem nos roubar o direito de usufruir daquilo que zelamos por anos e anos com suor, empenho e dedicação.

A reforma trabalhista é outro crime contra as conquistas da classe trabalhadora e dará margens para que o prefeito use sua base de apoio na Câmara Municipal para mudar o Estatuto do Servidor e a Lei Orgânica. De maneira subserviente, os vereadores eleitos garantirão que sejamos prejudicados em nossa condição no serviço público.

A terceirização vai reinar de maneira que precariza o nosso trabalho e maltrata os terceirizados. O nosso familiar ou amigo passará a ter contratos de experiência por 120 dias, apenas 15 dias de férias, somente 30 minutos para o almoço e jornada de trabalho estendida para 12 horas. A escravidão mostra sua nova face com a força de uma lei. Além disso, querem acabar com o principal instrumento de luta e defesa que é o seu sindicato. A ideia dos golpistas é de que acordos tenham força maior que a legislação e não haja interferências de sindicatos. Preferem de maneira explícita que essas entidades acabem para não haver quem se oponha aos caprichos dos patrões e políticos.

Colega servidor municipal: você precisa de mais motivos para lutar contra as aberrações propostas pelos golpistas com as reformas que eles pretendem aprovar? Seremos todos atingidos de alguma maneira, pois mesmo supostamente retirados do texto da deformação da Previdência, o prefeito poderá deixar expirar os seis meses e seremos todos jogados no buraco feito para matar o futuro do trabalhador.

Vamos começar a nossa Campanha Salarial 2017 com coragem para lutar. Seremos decisivos e mostraremos que não aceitaremos que o trabalhador seja ferido de morte em seus direitos conquistados. Uma armadilha está posta para nos atingir e se ficarmos parados, seremos devorados pelos golpistas da Nação. Venha para a Assembleia Geral no próximo dia 25 de abril (terça-feira), 16h, na quadra de esportes do Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos.

Um futuro sombrio de negação de direitos por causa do medo ou a luta até conquistar o que almejamos? A decisão é sua e a batalha é nossa.

Quarta-feira: dia de mobilização nacional é preparação para Campanha Salarial 2017

A diretoria do Sindseps reafirma seu posicionamento contrário a proposta de reforma da Previdência anunciada pelo governo federal e apoiada por partidos conservadores no Congresso Nacional. Da mesma forma, repudia a ideia lançada de que as leis trabalhistas precisam de remodelagem com vistas a diminuir os direitos dos trabalhadores.

Devemos nos manifestar contra esse desmonte anunciado da Previdência e o esfacelamento das conquistas trabalhistas. Nossa condição de servidores da cidadania também pede que façamos nosso exercício democrático contra essa ofensiva golpista para proteger direitos.

Em Salvador, esse mesmo modelo conservador que nos nega direitos em escancarado descumprimento de legislações e acordos, de maneira indecente apóia essa proposta de deformação da Previdência.

Para combater mais essa estupidez, os servidores municipais integrarão o conjunto de ações promovidas pelas centrais sindicais e movimentos sociais, participando desses atos, mas sem paralisar suas atividades. Na capital baiana, nessa quarta-feira (15) acontecerão dois eventos: um protesto em frente ao Shopping da Bahia, às 7h, e uma caminhada, com concentração no Campo Grande, a partir das 15h.

Diversas categorias de trabalhadores da iniciativa pública e privada também devem aderir ao movimento, realizando paralisações, assembleias e participações em atividades durante alguma parte do dia, conforme divulgado pela organização do mobilização.

Preparando a nossa estratégia de luta, no próximo dia 29 de março, a diretoria do Sindseps convoca a categoria para a retirada da pauta da Campanha Salaria 2017. A assembleia acontece na sede do sindicato, a partir das 18h, na Rua Francisco Ferraro, 91, Edf. Apolo (entrada ao lado do Colégio Central), em Nazaré.

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