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Auxílio fardamento: Prefeitura faz descontos indevidos em contracheques dos guardas civis municipais e Sindseps reage de imediato

“Cumprir responsabilidades e respeitar a condição do trabalhador deveria ser prática constante de qualquer empregador. Quando essa personalidade jurídica é a Administração Pública se faz ainda mais exigente que haja requisitos a serem observados fielmente”. Com esse comentário, o diretor do Sindseps, Marcelo Rocha, falou sobre as queixas de prejuízos salariais dos colegas guardas civis municipais por conta de descontos indevidos por conta do auxílio fardamento.

As compras feitas pelos colegas guardas civis devem ser comprovadas por notas fiscais emitidas pelas empresas credenciadas que enviam ao órgão (GCMS) para que os procedimentos de aquisição previstos no regramento do auxílio sejam cumpridos. De posse dos documentos fiscais, a GCMS informa a regularidade à Secretaria Municipal de Gestão (Semge). Essa notificação exime o servidor de qualquer prejuízo visto que a informação fiscal é remetida pelo credenciado ao Poder Público.

A queixa que tem sido recorrente é de que vários colegas tiveram o valor do auxílio descontado de seus contracheques. A situação pune quem não tem qualquer responsabilidade de comprovar a compra por meio fiscal. “A nota tem que ser enviada pela empresa credenciada para a Guarda [Civil Municipal]. O órgão informa à Semge que o servidor em questão cumpriu os requisitos e utilizou devidamente o auxílio. Quando a informação não é feita, alguém, empresa, Guarda ou Semge, procedem indevidamente e causa prejuízo ao trabalhador. Não aceitaremos isso e queremos imediata reparação do que fora descontado de forma arbitrária”, afirmou Marcelo Rocha.

Até o momento, a Semge e a GCMS não se posicionaram acerca da situação. De acordo com a diretoria do Sindseps, a intenção inicial é que os prejuízos sejam reparados e em seguida, que a responsabilização seja apontada para que medidas sejam empreendida em favor dos colegas prejudicados.

Confira como foi o “Sextou da Luta” no centro da cidade

O “Sextou da Luta” reuniu salva-vidas e guardas civis municipais na Praça Thomé de Souza, na última sexta-feira (17). O protesto que transformou a manhã no centro da cidade foi motivado mais uma vez pela inércia negocial do prefeito de Salvador em relação às pautas dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público municipal.

Motivados na busca pela imediata implantação do Plano de Cargos na Guarda Civil Municipal de Salvador (GCMS), os colegas integrantes do órgão estiveram mobilizados em uma audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores, no Centro de Cultura da CMS. Na oportunidade, diretores do Sindseps apontaram o posicionamento da entidade quanto ao apresentado durante o evento como sendo a versão oficial do prefeito acerca do tema. “Viemos para reafirmar nossa mobilização em torno do Plano de Cargos e a convocação dos colegas concursados. Aqui na Casa onde se produzem as leis municipais, o nosso sindicato veio lembrar ao Poder Público da necessidade de obediência e fiscalização do cumprimento da Lei 13022/14 em sua totalidade”, declarou diretor Bruno Carianha.

O diretor Marcelo Rocha protagonizou o momento mais emblemático da audiência pública ao questionar ao Legislativo sobre as diretrizes orçamentárias do Poder Executivo aprovadas para o ano seguinte. Apontando que se os recursos não estiverem previstos para o Orçamento 2022 não haverá a devida aplicabilidade dos efeitos do Plano de Cargos para os trabalhadores. “Intriga essa ponderação do prefeito e a intenção da gestão de postergar a implantação do Plano [de Cargos] e a convocação dos concursados sem ao menos prever em suas diretrizes orçamentárias para 2022 que haverá essa responsabilidade dentro do campo de investimentos com pessoal da Prefeitura”, apontou Rocha.

Ao final da audiência pública, uma nova assembleia foi definida pela categoria para o próximo dia 30 de setembro, a partir de 7h, na frente da sede da GCMS, na Avenida San Martin.

Salva-vidas – Demonstrando unidade na ação, os colegas agentes de salvamento aquático mantiveram mobilização firme na frente do prédio da Prefeitura de Salvador. Zelando pela missão sublime de salvar, os salva-vidas questionam a permanência insustentável da atual chefia de busca e salvamento da Salvamar. Além disso, cobram ainda que o prefeito cumpra a responsabilidade de oferecer as condições adequadas para o funcionamento do órgão e as operações nas praias da capital baiana. “Entendemos que não temos as condições mínimas de atuação e o nosso efetivo é insuficiente. Atuamos em total precariedade por incompetência da atual chefia de salvamento e isso não pode continuar acontecendo. Nosso protesto aqui é para que o chamado dos concursado aconteça para diminuir a carência desse efetivo e que o prefeito garanta a sua responsabilidade com as vidas que ele lançou às praias sem que a Salvamar tivesse condições devidas”, declarou o diretor Pedro Barretto.

A próxima assembleia será realizada no dia 21 de setembro, a partir de 09h, na Praça Municipal.

14SET: Assembleia GCMS

14SET: Assembleia GCMS ASCOM Sindseps 6 de setembro de 2021 Agenda de Lutas , Destaques , Guarda Municipal Deixe seu comentário 109 Visualizações Artigos Relacionados Tá ficando feio: políticos extremistas estão investindo violentamente contra os servidores municipais de Salvador 10 de agosto de 2022 Sindseps integra força-tarefa nacional em defesa da carreira de agente de trânsito 3 de agosto de 2022 Procuradoria Geral do Município induz MP baiano ao erro em Ação Civil Pública e guardas civis pedem defesa do Sindseps 3 de agosto de 2022 concursados gcms guarda municipal plano de cargos 2021-09-06 ASCOM Sindseps Compartilhar Facebook Twitter Google + LinkedIn

Conquista dos guardas civis municipais: Sindseps questiona e processo do Plano de Carreira da GCMS é desarquivado

Como exigência da Lei 13022/14 que estabelece no artigo 9º, a necessidade de um plano de carreira único para as Guardas Civis Municipais (Art. 9o  A guarda municipal é formada por servidores públicos integrantes de carreira única e plano de cargos e salários, conforme disposto em lei municipal), a diretoria do Sindseps buscou a todo momento que a gestão da autarquia produzisse tal peça em conjunto com a representação dos trabalhadores. Essa jornada iniciada após a aprovação da lei federal em agosto de 2014 teve continuação com a criação de uma comissão para construir a proposto do texto desse plano.

Em meados de 2016, quando o marco legal se aproximava dos dois anos oferecidos pela Lei 13022/14 (08 de agosto) para fazer valer os efeitos previstos, a diretoria do Sindseps em conjunto com diversas entidades representativas dos guardas civis do estado da Bahia promoveu seminário para discutir a aplicação do Estatuto Geral das Guardas Civis Municipais (veja aqui). O evento foi mais um capítulo protagonizado pelos colegas também em torno do Plano de Carreira próprio da categoria.

Todas as movimentações feitas pelo sindicato foram no sentido de garantir a produção do Plano de Carreira e a incisiva cobrança teve resultados com a apresentação de uma minuta a ser avaliada junto à Secretaria Municipal de Gestão [Semge]. O documento foi cadastrado no dia 25 de janeiro de 2018 e as movimentações seguirão até o dia 31 de julho de 2018 dentro da referida secretaria quando houve o arquivamento do processo. No último dia 30 de outubro, a diretoria do Sindseps apresentou a necessidade de desarquivamento durante assembleia setorial da categoria realizada na sede da GCMS, na Avenida San Martin. Os colegas guardas civis souberam nesse momento do arquivamento que durou cerca de 111 (cento e onze dias) e pediram ao sindicato que empreendesse ações para o possível desarquivamento.

Novas intervenções foram feitas e após as assembleias realizadas pelo Sindseps com o anúncio de que a minuta do Plano de Carreira seria apresentado à categoria, no último dia 19 de novembro, a Semge desarquivou o processo para nova análise (ver imagem). Mesmo com essa movimentação, a diretoria do sindicato manteve a assembleia setorial realizada na última quarta-feira (21), no auditório do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães. Na oportunidade, o texto foi apresentado e discutido com os colegas que conheceram a proposta em tramitação. A perspectiva é de que na próxima semana, o titular da Semge possa atender os representantes dos trabalhadores para discutir esse tema, bem como outros de interesses gerais dos servidores municipais de Salvador.

Para o coordenador geral do Sindseps, Marcelo Rocha, a necessidade de manter a mobilização se mostra cada dia mais latente. “Cada situação dessa que enfrentamos nos mostra que devemos aumentar a participação nas mobilizações que o sindicato propõe. Foi essa atitude dos trabalhadores que levou ao desarquivamento do Plano de Carreiras. Não podemos deixar de acreditar que nossa força move a realidade. Vamos continuar batalhando em conjunto com a categoria para que esse plano se transforme em uma ferramenta de valorização de nosso trabalho na Guarda Civil Municipal de Salvador”, disse Rocha.

Sindseps na Mesa de Negociação: confira tudo sobre auxílio fardamento e outras pautas de nossa categoria.

Considerado a necessidade de exigir soluções para as demandas reprimidas da categoria, a diretoria do Sindseps esteve na Secretaria Municipal de Gestão [Semge] para mais uma reunião da Mesa Permanente de Negociação [MPN]. O encontro solicitado pelo sindicato teve a intenção de cobrar as respostas sobre os temas apontados na última oportunidade naquele órgão e que continuam pautados pela categoria.

Confira os itens discutidos e a atual situação na busca da solução para as demandas:

BOLSA EDUCAÇÃOprocesso segue como previsto nas discussões com o sindicato e de acordo com o edital. A diretoria do sindicato está atenta ao desenrolar das inscrições para que não exista prejuízos aos concorrentes.

AUXÍLIO TRANSPORTEa Prefeitura apresentará uma proposta na próxima reunião [inicialmente agendada para quinta-feira (25)]. Cabe lembrar que o prefeito alterou a Lei 01/91 para modificar o formato de concessão do benefício trazendo prejuízos para a categoria. A situação foi pauta das últimas assembleias da categoria.

PLANO DE SAÚDE DAS EMPRESASna próxima reunião, os critérios de implantação serão apresentados. Ressalta-se que o plano de saúde foi aprovado em dezembro de 2017 e ainda não foi implantado. A diretoria do Sindseps lutou muito para conquistar junto com os trabalhadores das empresas públicas.

ALIMENTAÇÃO NAS UPA’sum contrato em vigor com uma empresa fornecedora de alimentação está sendo reavaliado pela gestão municipal por conta do atendimento contestado pelos servidores dessas unidades. Segundo a Semge, o órgão junto com a Secretaria Municipal de Saúde [SMS] resolverá logo em breve a situação. A diretoria do Sindseps apontou a concessão de auxílio alimentação como possível solução imediata para sanar o problema.

MUDANÇA DE CARGA HORÁRIA PARA 40 HORASrepresentando os interesses dos servidores da Semop, Smed e SMS que solicitaram essa alteração, a diretoria do Sindseps levou a pauta para a Mesa Permanente de Negociação e a situação está em análise para estudos de impactos financeiros. A diretoria do sindicato acompanha o desenrolar dos trabalhos e continuará cobrando retorno para essa demanda.

PCCV da GCMSuma reunião específica para tratar do tema será realizada com representação do Sindseps e da GCMS. O encontro setorial discutirá o texto do projeto a ser enviado para a Câmara Municipal. A diretoria do sindicato já fez algumas considerações e continuará defendendo os interesses dos guardas civis municipais nessa pauta.

OPERAÇÃO CARNAVAL 2018a diretoria do Sindseps cobrou incremento nos valores pagos por hora trabalhada e no auxílio alimentação para os dias de trabalho na festa. O representante da Semge informou que discutirá o pleito com o prefeito e na próxima semana em reunião específica para o tema trará o retorno de acordo com a determinação do Chefe do Executivo.

AUXÍLIO FARDAMENTOuma situação que foi pleiteada há muito tempo pelo Sindseps e que foi conseguida com muitos esforços, o auxílio fardamento já está sendo programado para pagamento. A previsão é que seja feito ainda antes do Carnaval 2018. De acordo com a Semge, o pagamento poderá ser feito por meio de folha suplementar. Cabe salientar que inicialmente o auxílio fardamento será concedido aos agentes de salvamento aquático, guardas civis municipais e agentes de trânsito e transporte.

ATENÇÃO: até o final do mês de janeiro, a diretoria convocará uma Assembleia Geral para discutir as propostas da gestão para as pautas que estão sendo negociadas na Mesa Permanente.

Em reunião na Semge, diretoria do Sindseps cobra solução para demandas reprimidas dos servidores municipais

A diretoria do Sindseps esteve reunida com o novo titular da Secretaria Municipal de Gestão (Semge) para tratar das demandas da categoria. Representando os anseios dos servidores municipais, os diretores apresentaram todos os itens que a Prefeitura Municipal não cumpriu no ano de 2016. Além disso, novos assuntos também foram apontados para que sejam incluídos no rol de situações pendentes de soluções até o momento.

Os assuntos tratados na reunião que aconteceu nessa segunda-feira (06) foram temas das diversas rodadas da Mesa Permanente de Negociações no ano passado. A alegação de uma crise nacional foi o único argumento apresentado frente aos interesses legítimos dos servidores municipais. O calendário eleitoral e o relatório fiscal da gestão foram instrumentos legais utilizados pela gestão para adiar a transformação de nossas conquistas em realidade. A luta feita pela categoria na mobilização da Campanha Salarial 2016 foi vencedora e a prefeitura não honrou a sua responsabilidade prevista no acordo aprovado em assembleia e nas legislações dos Planos de Cargos (Planão e PCV da Saúde).

Os diretores Rogério Dantas, Enádio “Careca”, Nildo Pereira e Edna Maria cobraram o imediato cumprimento da Lei do Piso Nacional como forma de diminuir a defasagem salarial dos agentes de saúde. A legislação pertinente foi passada para o secretário e foi pedida celeridade na observação dessa pauta importante.

O coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga abordou a falta de cumprimento do PCV da Saúde que prejudicou os servidores da saúde municipal. O diretor Josué Santana contribui com a fala de Braga, no sentido de cobrar o pagamento da Gratificação de Incentivo à Qualidade (GIQ) após o trabalho realizado pela comissão paritária integrada por diretores do sindicato. Em nome da diretoria da entidade, Braga deu boas vindas ao novo secretário e disse que espera compromisso ainda maior dele pelo fato de ser um servidor municipal de carreira lotado na Procuradoria do Município.

O diretor Helivaldo “Alemão” falou sobre a situação dos servidores (P.S’s) da Transalvador que aguardam solução definitiva para afirmação do vínculo com o Município. “Alemão falou ainda sobre a Operação Carnaval 2017 e cobrou melhorias para os trabalhadores que estarão na escala dessa jornada especial. O auxílio fardamento para as categorias também foi tema abordado.

No mesmo sentido, o diretor Pedro Barreto citou a necessidade de acréscimo no valor/hora trabalhada e no tícket-alimentação durante a Operação Carnaval 2017. A inflação na cesta básica da capital baiana foi um indicador apontado para ilustrar essa situação. Falando sobre a Salvamar, Barreto apontou diversas situações que prejudicam o trabalho dos salva-vidas que estão nas praias de Salvador e disse ainda da urgência de solucionar essas questões. Além disso, o protagonismo do salvamento aquático soteropolitano no Brasil e pelo mundo foi apresentado para o novo secretário.

O diretor Bruno Carianha foi enfático em questionar a contratação de servidores por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) para o Carnaval 2017 e para o serviço público. Carianha disse que a prefeitura tem quadros qualificados para ocupar as funções apontadas no edital e que estão fora da Operação Carnaval. Alegou ainda que os novos colaboradores não terão tempo de entenderem a dinâmica da festa, enquanto os servidores efetivos já compreendem essa operacionalidade. Entendendo a necessidade de geração de empregos, o diretor do Sindseps falou que o concurso público para melhorar o serviço é a opção adequada.

A diretora Dalva Maria e o diretor Jefferson Oliveira apontaram a necessidade de solução da demanda de assistência à saúde dos servidores das empresas públicas. Além disso, exigiram o cumprimento dos enquadramentos previstos no “Planão”. De maneira enfática, falaram sobre as condições de trabalho dos servidores lotados na Seman (Secretaria de Manutenção), Desal (Companhia de Desenvolvimento de Salvador), Sucop (Superintendência de Conservação e Obras Públicas).

A Operação Carnaval 2017 foi o tema mais importante para o momento, segundo o diretor Alex Mendes, visto que o trabalho dos servidores do órgão é considerado como um dos principais da festa e necessita de valorização.

A presença do representante da Comissão de Pais, Germano Lago reforçou a defesa feita pelo diretor Marcelo Rocha em relação ao programa “Bolsa Educação” para os interessados. O prazo de divulgação dos contemplados foi a principal cobrança na reunião, além do incremento financeiro para beneficiar mais servidores.

O novo secretário apresentou sua equipe de trabalho e apontou que pretende estabelecer um diálogo mais franco com o sindicato. Sobre as pautas abordadas, o mesmo informou que na próxima reunião trará os gestores das demais pastas da administração para buscar dar encaminhamentos e possíveis soluções para demandas reprimidas.

Perguntado sobre um prazo para a nova rodada de negociações, o titular da Semge acredita que ainda nessa semana, informará a data da próxima reunião. A urgência pedida pelos diretores do Sindseps foi no sentido de que o Carnaval 2017 está próximo e os servidores precisam de respostas convictas e soluções para os pleitos apresentados.

Sobre o programa “Bolsa Educação”, o secretário informou que na quarta-feira (08), a lista de contemplados será divulgada e que já orientou instrução do processo acerca do pedido de incremento feito pelo Sindseps em conjunto com a Comissão de Pais.

“A Lei tem que prevalecer sempre para o bem da sociedade”, diz diretor do Sindseps sobre incompatibilidade da atividade policial e advocacia

Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades:

III – ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público; ….

V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza;

O texto acima extraído da Lei 8906/94 conhecida como Estatuto da Advocacia é claro. Junte-se ao exposto, a Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 3541/2005, onde os onze julgadores do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram que realmente existe a incompatibilidade do exercício de atividade policial com a advocacia.

A legalidade impede esse labor, pois em algum momento haverá conflito de interesses. O caso em tela é exemplo necessário observar, onde o denunciante [posicionado na nota como denunciado] exerce o papel de advogado junto à Justiça. O denunciante que se coloca como denunciado, ocupa função pública, onde é o atual corregedor da Guarda Civil Municipal de Salvador. Sua ação conflita com a Lei [quando exerce a advocacia sendo um ocupante de função e de cargo público] e fere a ética, principalmente quando é responsável por “julgar” os processos administrativos disciplinares (PAD) existentes no órgão, onde o mesmo é denunciado por várias condutas indevidas.

“Não há nenhuma atitude de natureza pessoal contra qualquer profissional da segurança pública formado em Direito, seja ele guarda civil, policial militar ou civil. Também sou estudante de Direito e não escondo essa minha condição. Sou guarda civil municipal e quando conseguir minha aprovação na Ordem dos Advogados, de certo que farei a opção pela profissão que desejarei seguir. Não seria justo com minha consciência que, como conhecedor das leis, fosse um descumpridor das mesmas, como o caso em tela”, disse o diretor do Sindseps, Bruno Carianha.

Quanto ao publicado na nota, onde o mesmo fala dos ganhos da categoria, cabe salientar que os avanços que a categoria teve foram realmente por conta das negociações com a gestão municipal, na Mesa Permanente prevista para tal objetivo. Os servidores municipais são representados pelo seu sindicato de maneira legítima, sendo facultado a qualquer um, que faça parte desse colegiado, enfrentando o devido processo eleitoral, sem antecipações que lesem o Estatuto da entidade, como propõe o “servidor e advogado” como a nota apresenta.

Comentando um conflito de interesses que a situação ilustra, Carianha lembrou do caso recente no país, onde o agora ex-ministro Geddel Vieira Lima foi acusado por outro ex-colega de utilizar seu cargo indevidamente. “Geddel foi acusado de se beneficiar de sua condição para resolver uma questão pessoal. O resultado foi a sua saída do governo. Foi um conflito de interesses. Esse cenário que o Estatuto da Advocacia aponta é para evitar que existam situações em que o papel do advogado não colida com a condição da atividade policial, ou vice-versa. Não houve animus nocendi [intenção de prejudicar] e o atual corregedor da Guarda Civil Municipal sabe disso. A legalidade tem que prevalecer sempre para o bem da sociedade e essa é a missão daqueles que optam pela carreira no Direito”, completou.

“Reconhecer o papel social dos guardas civis municipais é zelar pela cidade”, por Bruno Carianha

Nada mais fundamental para a afirmação de uma sociedade, que reconhecer sua história e preservar sua identidade, a partir de fatos e acontecimentos que ajudem a compreender presente e futuro. O Brasil é um país peculiar e muito do que vivemos e convivemos é fruto do caminhar social ao longo dos séculos. Tivemos vários formatos de governo e enfrentamos lutas que movimentaram a cena política que nos levou ao advento da democracia plural e participativa que temos nos dias atuais.

A história mostra em em 1808, a Família Real Portuguesa trouxe a “Guarda Real de Polícia”. A Regência promulgou em 1831, autorização para que as Províncias criassem seus corpos de Guardas Municipais. A finalidade explícita era manter a tranquilidade pública e auxiliar a Justiça de acordo com os efetivos necessários. Várias denominações apresentavam essas instituições, tais como “Sagrado Batalhão” e “Guerreiros da Pátria”. Uma clara demonstração de respeito aos integrantes dessas forças de segurança em todo o país. A data de 10 de outubro é um dos primeiros marcos de nossa existência.

2014. A Lei 13022 aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela então presidenta Dilma Roussef é um novo marco na história das Guardas Municipais em nosso país. Competências e princípios para nossa atuação estão dispostos no texto legal e isso é a bússola norteadora para que entendamos nossa função social. A clareza com que os legisladores nos apresentam é algo significativo e muito valioso para a cidadania.

Proteger a vida sob qualquer aspecto, garantir direitos humanos fundamentais, patrulhamento preventivo e o mais especial: compromisso com a evolução social da comunidade. Todos essas missões estão em nossas responsabilidades e para isso, somos legítimos integrantes do sistema de segurança pública. Não podemos nos furtar de exercer esse papel em nome dos cidadãos e cidadãs.

A paz social é o objetivo principal de nossas ações e não pouparemos esforços para que essa sensação seja sentida por cada um, cada uma na cidade. Agiremos sempre em conjunto com as esferas administrativas e outras instituições de segurança para garantir que a urbanidade seja mantida. O relacionamento com a sociedade sempre será no espírito fraterno e a nossa postura condizente com o ordenamento jurídico que rege a todos nós. Por mais que existam condutas sociais (ou anti-sociais) que exijam nossa imediata intervenção, sempre estaremos ao lado da justiça e da legalidade, prezando pela integridade das pessoas e dos bens públicos.

Nenhuma tentativa de macular a imagem da Família Azul Marinho será suficiente para diminuir nosso protagonismo na defesa social. Apesar de várias situações embaraçosas que tentam criar para denegrir nossa posição no sistema de segurança pública, nenhuma delas será capaz de apagar nosso brilho e reconhecimento por parte dos cidadãos que confiam em nosso trabalho. Sempre que a sociedade precisa, somos pronto apoio e leal instrumento para restabelecer a ordem e promover a paz.

Na capital baiana, a Guarda Civil Municipal é formada por homens e mulheres que ofertam suas capacidades para defender a vida humana e zelar pela cidadania. Cada gesto de agradecimento vindo da sociedade é prova de que estamos no caminho certo. Nada é capaz de nos tirar da rota prevista para o bom desempenho de nossas missões e certamente que, queremos para isso, contar com a parceria essencial feita com a comunidade. Desconhecer o papel dos guardas municipais é diminuir as possibilidades que o cidadão tem que proteger a sua vida, sua família, seu patrimônio e sua cidade. Por isso, sempre caminharemos em uma trilha de retidão e disposição para enfrentar quaisquer adversidades em nome da pessoa humana em Salvador.

Não adiantarão golpear nossas fileiras, pois cada investida contra a nossa função será em vão e nos fará ainda mais fortes e convictos. Adjetivar pejorativamente o nosso trabalho é ferir a cidadania e um desserviço à cidade. Somos guardas municipais honrados e integramos o serviço público municipal com dignidade. Ostentamos a nossa farda azul em favor dos direitos e seremos sempre fiéis ao que a legalidade prevê, pois assim seremos justos mantenedores da paz em nossa cidade.

Bruno Carianha é guarda civil municipal e está diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador

#assembleiageral: vamos continuar nossa mobilização com indicativo de paralisação no dia 05/11

No dia 05 de novembro, 07h, a nossa categoria se reúne em ‪#‎assembleiageral‬ na frente da Semge (Av. Vale dos Barris). A pauta continua na cobrança do cumprimento do acordo da ‪#‎campanhasalarial2015‬ que o prefeito acha que não deve respeitar.

Os servidores municipais continuam mobilizados e um indicativo de paralisação será avaliado durante o ato. Não deixe de participar e faça valer a sua vontade na decisão coletiva.

Clique aqui e confira a pauta

Falta de fardamento continua sendo problema grave na Guarda Municipal

Uma cena lamentável e que fere a dignidade dos guardas municipais de Salvador. A situação do fardamento destes trabalhadores chega a ser uma afronta ao zelo com a coisa pública.

A imagem mostra dois guardas municipais em serviço. Uma servidora utiliza fardamento incompleto e outro servidor nem mesmo ostenta a camiseta da instituição. Não há como culpar estes trabalhadores, pois os mesmos não tiveram o vestuário completo e os demais equipamentos que compõem a plenitude da farda da Guarda Municipal de Salvador.

Os servidores questionam a falta de entrega dos fardamentos e diversas argumentações vazias são apresentadas pela gestão da Susprev. A última alegação foi de que a empresa vencedora da licitação teria entregado itens da farda em desacordo com a contratação. Sem nenhuma punição, a tal fornecedora continua atrasando a entrega da compra efetuada.

A direção do sindicato cobrou explicações da Semge, que por sua vez, exigiu explicações da gestão da Susprev que ofereceu a mesma resposta. Diante disso, o titular da secretaria estabeleceu prazos para que tal situação fosse solucionada e iniciou estudos de impacto para a oferta do auxílio-fardamento. Tal opção se mostra mais eficaz para o devido fardamento de toda a corporação de acordo com os padrões estabelecidos.

Mesmo algumas peças deste vestuário existentes no almoxarifado da Susprev não são possíveis de serem utilizadas pelo eminente risco de contaminação decorrente dos alagamentos que constantemente atingem a sede do órgão.

Enquanto uma fornecedora que contrata com o poder público utiliza de práticas danosas aos cofres públicos, a inércia em resolver situação tão delicada prejudica a imagem de uma corporação que busca respeito e reconhecimento da sociedade.

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