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Agentes de saúde reclamam falta de repelentes para uso em trabalho

Além do inimigo mais letal enfrentado nos últimos tempos, os agentes de saúde que diariamente atuam no combate às situações endêmicas estão tendo que suportar o descaso da gestão do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ. A exposição aos transmissores das arboviroses está causando medo e temor nesses servidores da saúde municipal.

A falta do repelente tem sido reclamada pelos agentes de saúde e até o momento, o CCZ não providenciou o produto para proteção dos trabalhadores. Como diz o ditado “casa de ferreiro, espeto de pau” cabe adequado para ilustrar a situação, pois enquanto defendem a saúde da população e enfrentam os transmissores de doenças endêmicas estão virando alvo em locais insalubres.

Existentes em diversas variedades, os repelentes são produtos indispensáveis em ambientes domésticos e principalmente para quem atua no combate às endemias. Neste caso, em especial, se faz necessário atender especificações técnicas suficientes para garantir a devida proteção, não sendo aceitável que soluções remediadoras sejam utilizadas sob o risco de não resguardar os trabalhadores.

“Decididamente isso não pode continuar. É surreal para não dizer estúpido. Estamos combatendo endemias e perigosamente exposto aos mosquitos transmissores. Essa receita de descaso com inércia está deixando os agentes de saúde em risco. Tem colega que não recebe o produto há mais de um ano. Se faz urgente que os repelentes sejam entregues de imediato aos colegas e continuaremos exigindo que seja feito”, afirmou o diretor do Sindseps, Nildo Pereira.

Solidariedade: equipe da USF Candeal faz campanha para doação de alimentos

Ana Carla diz ainda que a missão está longe de acabar e lembra ainda que a colega Ana Bela Gonzaga também contribuiu para o êxito da iniciativa. “O grupo está crescendo. Familiares de colegas estão contribuíndo também. Estamos montando as cestas com itens de higienização e limpeza também”, disse entusiasmada.

Na próxima semana, o grupo pretende montar novas cestas para entrega. “Em meio a este turbilhão de emoções que vivemos, o que estimula a gente continuar é essa sensação boa de ver a alegria no olhar de cada família que recebe a doacão. Isso é perfeito”, disse.

Lembrando o momento de precauções extremas por conta da pandemia da Covid-19, a agente de saúde faz importante recomendação. “Tão importante quanto lavar as mãos é o uso da máscara. Essa é a mensagem que a nossa equipe quer passar. Estamos no momento crítico da contaminação. É importante sair usando máscaras e se possível, evitar ao máximo ir para a rua. Fiquem em casa. Nós estamos aqui por vocês e precisamos que vocês estejam em casa por nós. Se precisar sair, usem álcool em gel. Evitem aglomerações e ao retornar separe as roupas utilizadas para higienizar”, alertou.

Para o diretor do Sindseps, Nildo Pereira, a atitude dos colegas da USF Candeal é digna de reconhecimento e agradecimentos. “Vivemos em uma sociedade contaminada pelo egoísmo que faz com que algumas pessoas queiram apenas garantir alimentos na sua mesa. Quando encontramos um comportamento solidário e de responsabilidade social como esse apresentado pelos colegas aqui no Candeal, a nossa crença em dias melhores reacende. Parabenizo a todos e todas envolvidos nessa jornada fraterna e devemos propagar isso para que estimule outros corações”, afirmou Pereira.

Um exemplo de solidariedade e amor ao próximo tem sido protagonizado pelos colegas da Unidade de Saúde da Família (USF) do Candeal. Em um momento tão sensível em que muitas pessoas precisam de amparo médico, profissionais da USF se juntaram para ir além do atendimento à comunidade e realizaram uma campanha de doação de alimentos e produtos de higiene. A ação rendeu resultados e muita emoção.

A agente de saúde Ana Carla Andrade contou como começou a história de solidariedade. Segundo ela, a ideia partiu da Enfermeira Poliana que teve a iniciativa de trazer donativos e a partir de então, reunir os colegas da unidade para a empreitada solidária. De imediato foram identificadas quatro famílias que foram beneficiadas com as primeiras doações. “Foi criado um grupo de whatsapp para uma vaquinha. Os valores arrecadados possibilitaram montar 70 (setenta) cestas que estão sendo distribuídas para famílias identificadas pelos agentes de saúde”, disse Ana Carla.

Aplicar filtro solar da maneira correta é fundamental para garantir proteção, diz estudo

Pesquisadores da King’s College London constataram que a eficácia ou não do filtro solar depende basicamente da maneira como o produto é aplicado. Os cientistas já sabiam que as pessoas não estão totalmente protegidas da radiação solar por comumente usarem uma camada de protetor mais fina do que os fabricantes recomendam.

Mas o estudo mostrou que, quando aplicado como normalmente as pessoas fazem, um filtro solar de fator 50, por exemplo, ofereceria, no máximo, 40% da proteção desejada. Os resultados foram publicados no periódico científico Acta Dermato-Venereology.

Diante do resultado, os pesquisadores sugeriram que as pessoas passem a usar um fator de proteção muito maior do que pensam ser necessário para, assim, garantir que estejam protegidos dos problemas causados pela exposição solar.

Autor da pesquisa, o professor Antony Young disse, em texto divulgado pela universidade a respeito do estudo, que “não há dúvidas de que o filtro solar fornece uma proteção importante contra o câncer, causando um impacto nos raios ultravioletas. Porém, o que a pesquisa mostra é que a maneira como o protetor solar é aplicado desempenha um papel importante para determinar quão eficaz ele é”.

“Como estamos falando de seres humanos, e não máquinas, qualquer 1% a mais vale a pena”, acredita o dermatologista Murilo Drummond, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Ele aprova e também recomenda a proteção solar com fator acima de 50. “Não é verdade que, acima de FPS 15, é tudo igual. Com certeza 60 é maior do que 15. Então, eu sempre acho que um filtro 50 é bom porque ele protege mais, e se a pessoa esquecer de passar em alguma região, a proteção solar mais alta acaba compensando essa falha na aplicação”, explica.

Os movimentos certos aumentam a proteção – Para Murilo, a forma de aplicação realmente tem influência na proteção alcançada. “Deve-se obedecer as quantidades já estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, de uma colher (chá) para o rosto e três colheres (sopa) para o corpo”, afirma Drummond.

“O ideal é aplicar em uma direção só, vertical ou horizontal, de forma paralela, porque você uniformiza o filtro e não esquece nenhum ponto”, explica o médico, acrescentando que os movimentos circulares devem ser evitados pois acabam não oferecendo a cobertura ideal para uma boa proteção.

Frequência também é importante – Para garantir uma proteção ainda maior, é necessário reaplicar o filtro solar em intervalos regulares. O intervalo de tempo vai depender do tipo de exposição. “Se a pessoa está no sol direto, a cada duas horas ou a cada ida à água, ela tem que reaplicar o filtro”, esclarece Drummond.

Entretanto, para as pessoas que trabalham em escritórios, o dermatologista recomenda que o produto seja reaplicado na hora do almoço pelo menos no rosto e nas mãos. Ainda segundo o médico, os filtros solares com adição de cor são opções interessantes para quem precisa trabalhar com maquiagem.

Entenda os caminhos para andar de bicicleta pela cidade

Os veículos movidos a derivados do petróleo ainda são o meio de transporte mais utilizados no País. Mas, a cada dia, para amenizar esse quadro caótico, a bicicleta aparece como uma boa pedida para a locomoção. Os espaços destinados para uso exclusivo de ciclistas, como as ciclovias e as ciclofaixas, ganham cada vez mais o interesse dos governantes e surgem como alternativa para melhorar o trânsito das cidades.

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo em parceria com a Universidade de Melbourne, na Austrália, mostram que a construção de ciclovias está diretamente ligada ao aumento da quantidade de ciclistas. Levantamento feito pela organização não-governamental Mobilize mostrou que, em dois anos, a rede de ciclovias e ciclofaixas de 19 capitais avançou cerca de 21%. São Paulo é hoje a capital brasileira com mais quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, num total de 468 km. Logo em seguida, vêm Rio de Janeiro e Brasília, com 450 km e 420 km, respectivamente.

Diferenças – Existem diferenças entre ciclovias e ciclofaixas. A primeira é um espaço segregado para fluxo de bicicletas, com uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.

Já a ciclofaixa é quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo. Para melhor sinalizar, pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus. Este tipo de caminho é indicado para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz. Por utilizar uma estrutura viária existente, é uma opção muito mais barata que a ciclovia.

Sustentável, saudável, ecológica e barata. Os benefícios de se usar a bicicleta são vários. Mas a atividade também requer cuidado e atenção. É bom ir desenferrujando aos poucos antes de se aventurar a pedalar longas distância. Com mais condicionamento físico, concluir o trajeto fica mais fácil..

Também é preciso estar atento às regras do trânsito e respeitar a sinalização. E sempre usar os itens de segurança, como as luzes e o capacete, além de não andar com fones de ouvido, eles tiram a atenção do ciclista.

Segundo Marconi Ribeiro, campeão brasileiro de MTB e instrutor de ciclismo, os ciclistas, além da ciclovia e ciclofaixa, também podem circular nas ruas, mas com cuidado redobrado. Nas calçadas, nunca. Segundo o professor de educação física, esse espaço é exclusivo do pedestre e deve ser respeitado.

“Para circular na rua, o importante é andar na faixa da direita, sinalizar com o braço qualquer mudança de direção e usar os equipamentos de segurança, como luzes, além de sempre andar na mão dos carros”, detalha. Segundo Marconi, andar na contramão dificulta que o motorista veja o ciclista e ainda piora o impacto de uma colisão.

Em vias destinadas para ciclistas, deve-se tomar cuidado, principalmente nos cruzamentos, esquinas e conversões, onde os motoristas nem sempre dão a preferência às bicicletas.

Hepatite: OMS pede urgência para ampliar testes e acesso a tratamento

No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, lembrado hoje (28), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a necessidade de ampliar a testagem e o acesso ao tratamento contra a doença. De acordo com os dados mais recentes da entidade, em todo o mundo, menos de 20% das pessoas tinham acesso à testagem e a serviços de saúde específicos para hepatites em 2016.

Os números da OMS mostram que as hepatites B e C afetam 325 milhões de pessoas. Se não forem tratadas, as infecções podem provocar câncer de fígado e cirrose que, juntos, causaram mais de 1,3 milhão de mortes em 2015. “Precisamos acelerar o progresso para alcançar nossa meta de eliminar a hepatite até 2030”, disse em nota o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Um dos países mais atingidos pela hepatite é a Mongólia, onde mais de 10% dos 3 milhões de habitantes vivem com infecção crônica provocada pelo vírus. Em 2017, o país deu início a um programa que, ao longo do primeiro ano, testou mais de 350 mil pessoas. Mais de 70% delas foram diagnosticadas com a doença e passaram a receber tratamento para a infecção. A meta do governo local é testar 1,8 milhão de pessoas com mais de 15 anos para a doença.

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil registrou 40,1 mil novos casos de hepatites virais em 2017. Os casos de hepatite A, comumente transmitida por água e alimentos contaminados, mais que dobraram entre homens de 20 a 39 anos. No estado de São Paulo, o número saltou de 155 casos, em 2016, para 1.108 em 2017. O município de São Paulo, em 2017, notificou 786 casos de hepatite A, dos quais 302 foram atribuídos a transmissão sexual.

A vacina para hepatite A está disponível no SUS e é oferecida para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos. No estado de São Paulo, a vacinação também está disponível também para homens que fazem sexo com homens.

Em relação à hepatite B, o país registrou 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017. A transmissão se dá por sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfuro-cortantes e por transmissão vertical (da mãe para o filho, durante a gestação).

A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Em crianças, o esquema é feito em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos que não se vacinaram na infância, são três doses. Em 2017, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país e atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

A hepatite C acomete, principalmente, adultos acima de 40 anos. Foram notificados, desde o final da década de 90, 331,8 mil pessoas com a doença no país, sendo 24,4 mil casos registrados em 2017. O tratamento com os antivirais de ação direta, disponível na rede pública desde 2015, apresenta taxas de curas superiores a 90%. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes.

São 3 minutos para sair do sedentarismo

Se você se cansa muito rápido ao tentar fazer exercícios de alta intensidade ou não pratica alguma atividade física há tempos, é importante dar o primeiro passo: querer! Para contribuir com essa decisão de abandonar o sedentarismo , o preparador físico Vinícius Possebon preparou um treino voltado para as pessoas que querem mexer o corpo e não sabem por onde começar.

Ao todo, são três minutos para que as pessoas saiam do sedentarismo , consigam fazer os exercícios em qualquer ambiente da casa e ainda deem um choque no metabolismo, fazendo com que ele possa funcionar em até 48h. “Respeite seus limites. Comece devagar até conseguir ter mais condicionamento físico”, completa Possebon, criador do programa Q48, que tem como base o HIIT (Treino intervalado de alta intensidade).

O preparador explica que os três exercícios escolhidos – agachamento, polichinelo e froggue – não têm impacto e não irão prejudicar as articulações. “Apesar disso, é importante passar por um médico e ter a liberação dele”, completa.

Já para as pessoas que praticavam atividades físicas mas pararam por alguma razão, o processo para se adaptar novamente aos treinos é mais rápido. “Entretanto, a dinâmica é muito parecida com quem é sedentário e nunca praticou uma atividade física”, salienta.

Esses exercícios devem ser feitos durante 15 segundos e repetidos quatro vezes. Veja como executar o treino e sair do sedentarismo:

Agachamento: 15 segundos

Agachamento: Com as pernas levemente afastadas, basta flexionar os joelhos até a metade e subir em seguida. É importante lembrar de sempre jogar o quadril para trás, para não forçar o joelho. “Se tiver dificuldade para agachar 90º, pode começar com 45º”, exemplifica Possebon. [Confira clicando aqui]

Polichinelo – 15 segundos

Ponha os braços dos lados do corpo e alinhe os pés aos joelhos. Em seguida, pule com as pernas para as laterais e, ao mesmo tempo, estenda os braços em cima da cabeça. Volte para a posição inicial. [Confira clicando aqui]

Froggue – 15 segundos

Em posição de prancha, leve uma perna em direção ao braço, fazendo o joelho passar um pouco à frente do cotovelo, enquanto a outra se estica. Alterne as pernas, fazendo um movimento parecido com o de um sapo. “Neste caso, deixe o abdômen bem contraído para que o quadril não desça”, orienta.  [Confira clicando aqui]

Benefícios da meditação diária podem se estender por até sete anos, diz estudo

Meditar com frequência melhora a capacidade de atenção do cérebro por até sete anos, mostrou um estudo publicado no Journal of Cognitive Enhancement. A prática também traria outros benefícios a longo prazo, além de diminuir as perdas cognitivas que acontecem conforme envelhecemos.

“Esse estudo é o primeiro a oferecer evidências de que a prática intensiva e contínua de meditação está associada a melhorias duradouras na atenção sustentada e inibição de resposta, com o potencial de alterar trajetórias longitudinais de mudanças cognitivas na vida de uma pessoa”, aponta o relatório.

Para conseguir medir tais melhorias, os pesquisadores reuniram 60 pessoas e as classificaram de acordo com a idade, gênero e tempo de experiência com meditação em dois grupos. O primeiro grupo foi enviado para um retiro de meditação por três meses. O segundo foi monitorado nesses três meses iniciais e, em seguida, enviado para o mesmo retiro onde os participantes recebiam treinamento de um mestre budista durante seis horas por dia, passando por sessões de meditação em grupo e individual.

Os cientistas, então, acompanharam os participantes em três momentos: seis meses, 18 meses e sete anos após o retiro. No último encontro, foi pedido aos participantes que estimassem a quantidade de tempo que dedicaram à meditação semanal e anualmente ao longo dos sete anos, como foi essa prática e se eles chegaram a participar de outro retiro (por quantos dias e quantas vezes). Entre os resultados iniciais, viram que 85% deles compareceram a pelo menos um retiro de meditação após o inicial.

Além do questionário, os participantes foram submetidos a uma série de estímulos e atividades durante 32 minutos para determinar a capacidade de atenção deles em cada etapa do monitoramento. Os pesquisadores observaram que, logo após o retiro de três meses, no início da pesquisa, as capacidades cognitivas de todos os participantes haviam melhorado.

Sete anos depois, os benefícios se mantiveram parcialmente entre os participantes que praticavam meditação durante pelo menos uma hora por dia e frequentaram outros retiros.

Em comparação, nos outros participantes, com rotinas menos intensas de prática de meditação, para os quais se esperava uma perda nos benefícios obtidos, foi observado surpreendentemente que as melhoras cognitivas também se mantiveram, ainda que parcialmente, e o declínio da capacidade de atenção, típica do envelhecimento, se mostrou menor do que o normal.

O estudo admite que o estilo de vida e a personalidade dos participantes, bem como a honestidade deles nas respostas do questionário pode ter interferido de forma pequena na pesquisa.

Estas alterações, entretanto, não seriam significativas, pois os resultados dos testes de estímulo, que não podiam ser burlados, mostraram que os efeitos da meditação se estabilizaram entre todos os participantes e foram bastante similares, mesmo com as variações na intensidade de treinamento.

Dica para não se sentir um estranho nos primeiros dias na academia

Com algumas dicas simples, você se sentirá mais confortável e motivada no seu primeiro dia de treino e pensará duas vezes antes de querer desistir. O primeiro dia de academia pode parecer muito assustador, principalmente se você passou muito tempo sem treinar ou se nunca fez isso antes. É normal não encontrar ânimo para ir treinar e se sentir totalmente deslocada, mas esse sentimento passa, e o importante é não desistir.

Algumas dicas para que quem vá começar agora não se sinta como uma “barata tonta” pela academia e queira ir correndo para casa e nunca mais voltar:

1. Supere o obstáculo do primeiro dia

O mais difícil é o primeiro dia. Se conseguir encontrar ânimo para ir treinar pela primeira vez, superando o desconforto desse momento, fica mais fácil nos próximos dias conforme você for se habituando ao local e à rotina. Entrar para uma academia com um objetivo é o que faz o aluno não desistir. Por isso, já vá pensando nos resultados que quer atingir!

2. Evite os horários de pico!

Pode ser constrangedor começar a se exercitar, principalmente depois de muito tempo de inatividade, então evite aparecer em horários em que o estabelecimento esteja muito cheio: das 6h às 9h e das 17h às 20h, normalmente. Se puder, treine fora desses horários, pois o lugar estará mais vazio e você receberá mais atenção dos professores.

 

 

3. O professor é seu amigo

Chegando lá, deixe de lado a vergonha e vá direto procurar um professor. Converse com ele para que monte um treino que te ajude a atingir os resultados que você quer adequado para o seu preparo e tipo físico. Ele está lá para isso!

4. Não se baseie nos outros

Ao fazer o treino que o professor montou para você, peça ajuda para usar os aparelhos, caso não esteja familiarizada com eles e não se baseie no que os outros estão fazendo, nem quanto peso estão erguendo, para não se sentir desmotivada. Foque em você.

5. Pegue leve

Só porque outros conseguem levantar mais peso do que você, ou porque um dia você já esteve mais em foma, não queira sair tentando levantar mais peso do que você consegue só para fazer bonito, logo no primeiro dia, pois você pode se machucar. Lembre de pegar leve, especialmente no começo, pois o corpo tende a ficar um pouco dolorido. As dores devem passar em poucos dias. Sentir muita dor e desconforto, pode ser sinal que você se machucou e, mesmo que não seja, pode te desmotivar a continuar treinando.

6. Mantenha a calma

Se bater aquele medinho, lembre-se de que todos já começaram em algum lugar e que não é fácil para ninguém. Ao contrário do que pode parecer, as pessoas não vão te julgar se você tiver dificuldades, levantar pouco peso ou se precisar de ajuda. Para se sentir ainda mais à vontade, vale fazer aulas experimentais em diferentes academias para ver onde você se sente melhor. Você também sempre pode contratar um personal trainer.

7. Não desista!

Não desista mesmo que o primeiro dia de academia não pareça muito promissor. Lembre-se de que os resultados vêm com o tempo e, assim, é preciso dedicação e persistência. Ter em mente sempre os motivos que fizeram você se inscrever em primeiro lugar é uma ótima forma de criar forças para sempre caminhar em direção a esse objetivo. Uma outra dica super legal é levar um amigo ou amiga para treinar junto, que te motive e você motive em troca.

Especialistas indicam estratégias para diminuir o estresse

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse atinge 90% da população mundial. Apesar de prejudicar a qualidade de vida e ser capaz de enfraquecer o sistema imunológico quando em excesso, o estresse não é considerado doença – pelo contrário – é algo natural. “É uma reação do nosso organismo, nos preparando para lidarmos com alguma situação, com algo que nos demande um enfrentamento ou adaptação”, explica a psicóloga Selma Bordin.

Necessário na medida certa

Quem já passou por situações assim, sentiu a descarga de hormônios liberados, como a adrenalina e o cortisol. O coração acelera, os músculos se contraem, a respiração fica mais curta e a pressão arterial aumenta. “Essas alterações físicas são capazes de acelerar o tempo de reação e aprimorar o foco, podendo inclusive salvar vidas”, completa a psiquiatra clínica e terapeuta cognitivo comportamental Maria Fernanda Caliani.

“Em situações de emergência, o estresse dá força extra para você se defender, por exemplo, estimulando você a pisar nos freios em questão de milésimos de segundos para evitar um acidente”, explica.

Porém em excesso, essa tensão deixa de ser útil e começa a prejudicar a saúde, os relacionamentos e a qualidade de vida das pessoas. Se você passa por situações assim, saiba que há formas simples de gerenciar esse estado.

Todas as atitudes que levem a uma boa qualidade de vida são válidas para evitar que o estresse se instale, segundo a Dra. Maria Fernanda Caliani. “Aqui entra aquele discurso clássico que a maioria dos médicos orienta nas consultas: dormir bem, ter momentos de lazer, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável e balanceada. Todas essas medidas reduzem os níveis constantes de adrenalina, que em excesso, pode desencadear o estresse”, explica.

A psiquiatra lembra, entanto, que ajuda profissional pode ser necessária quando a pessoa não consegue controlar o nível de estresse sozinha.

Para a psicóloga Selma Bordin, o gerenciamento de estresse pode ser feito seguindo as seguintes etapas:

Etapa 1 – Adequando a demanda
Segundo Bordin, o objetivo é nos mantermos dentro da faixa em que o estresse é positivo. “Ele não pode ser de mais, nem de menos. Pouco estímulo ou demandas também é prejudicial. Sabe aquele domingo em que você tem uma única coisa a fazer? Você enrola o dia inteiro e não faz. Daí o ditado ‘se tiver que pedir algo a alguém, peça a quem estiver ocupado’. Isso acontece porque a demanda não é suficientemente estimulante. Quando o estresse é de menos precisamos dizer mais ‘sim’ para os desafios. Quando for de mais precisamos dizer mais ‘não’”, explica.

Etapa 2 – Aumentar a resistência
“Nosso organismo é praticamente o mesmo do organismo do homem primitivo. Mas os estressores (fatores causadores do estresse) são completamente diferentes”, lembra a psicóloga. E portanto a nossa reação de enfrentamento envolve mudanças em nosso corpo e fisiologia. “Quando corríamos do leão, milênios atrás, os hormônios lançados em nossa corrente sanguínea eram consumidos. Hoje enfrentamos os leões em nossas cadeiras”, comenta. “Por isso, praticar atividade física é tão importante, pois quando feita regularmente ela equilibra o que o estresse desequilibrou”, explica Bordin.

Ela ainda cita alimentação saudável para repor nutrientes fundamentais, sono, descanso e afeto positivo, que ajuda na proteção física e mental dos efeitos danosos do estresse.

Etapa 3 – Trabalhando características pessoais
Muitas pessoas induzem em si um alto nível de estresse: as mais competitivas, perfeccionistas e apressadas. As que têm dificuldade de dizer não ou de negociar sofrem muito com as consequências danosas do estresse. Sentem-se frequentemente culpadas e devedoras. Portanto, trabalhar essas características e não se cobrar tanto pode ser de grande ajuda, segundo Selma Bordin.

Diretores do Sindseps defendem pautas dos agentes de saúde no Congresso Nacional

Uma jornada de lutas que reedita grandes momentos da nossa categoria na capital federal. Onde a democracia ainda respira por aparelhos, diretores de nosso sindicato estão lutando por valorização. Na sede da República, onde o golpe ainda está estabelecido, nossos representantes buscam estabelecer  os caminhos que nos levarão à dignidade.

Os agentes de saúde Edna Maria, Rogério Dantas e Paulo Cerqueira estão representando as bandeiras de lutas coletivas e fazendo a ação firme com a marca forte do nosso sindicato em Brasília. Cada gabinete visitado ou parlamentar abordado nos corredores do Congresso Nacional ouvem os nossos argumentos em defesa da PEC 22 [Proposta de Emenda à Constituição]. As visitas feitas junto com outros sindicalistas e lideranças baianas da categoria também reforçam a nossa atuação.

A receptividade dos parlamentares baianos – principalmente da bancada de apoio ao governador Rui Costa – tem sido fundamental para sensibilizar outros deputados a votarem em favor da PEC 22. O texto com parecer aprovado na  aponta de maneira clara sobre a responsabilidade financeira da União, co-responsável pelo SUS [Sistema Único de Saúde], na política remuneratória e na valorização dos profissionais que exercem atividades de agente comunitário de saúde e de agente de combate às endemias. Além disso, exige que os municípios assumam seus papéis constitucionais no devido pagamento e valorização salarial da categoria.

Para a diretora Edna Maria, essa ida à Brasília retoma a história vencedora da categoria. Segundo a sindicalista, a estratégia de cobrar dos parlamentares para que existam novas legislações aumenta a capacidade de enfrentamento em Salvador. “Temos lutando para que possamos ter mais instrumentos legais para exigir do prefeito [de Salvador] que assuma sua responsabilidade perante a categoria. A alegação de que não há participação da União cairá por terra após a aprovação da PEC 22. Desde 2011, essa batalha tem sido travada e voltamos aos corredores do Congresso Nacional para levar mais essa conquista para nossa capital e também para o interior baiano. A Lei será usada para enfrentar esse descaso. Buscaremos a Justiça, voltaremos à Brasília e onde quer que seja necessário para conseguir a nossa valorização negada por gestores insensíveis e golpistas”, declarou Edna.

Opinião semelhante é compartilhada pelo diretor Rogério Dantas, que acrescentou a necessidade de mobilização constante dos agentes de saúde. “Estamos aqui em Brasília para representar o anseio coletivo da categoria. Trouxemos a intenção dos nossos colegas na aprovação da PEC 22 e pela revogação da malfada PNAB [Política Nacional de Atenção Básica]. O PL [Projeto de Lei] 6437/16 também é uma pauta que estamos pressionando porque traz modificações sobre as atribuições das profissões do agente comunitário de saúde e do agente de combate às endemias. Tudo que for feito aqui só terá repercussão com a mobilização em Salvador. O nosso sindicato vai continuar mobilizando os servidores e esse chamamento deve ser atendido para que sejamos eficazes em nossos objetivos na luta”, afirmou Dantas.

O diretor Paulo Cerqueira se mostrou entusiasmado com a receptividade dos parlamentares e falou sobre a estratégia feita na capital federal em torno das pautas dos agentes de saúde. “Foram dias de intensa ação no Congresso e cada abordagem era um momento de falar por todos os nossos colegas que estão pelas ruas da cidade. Fazer com que cada deputada entendesse a necessidade social do trabalho dos agentes de saúde e assim, tivesse a sensibilidade de compreender que a valorização é devida. A PEC 22 tramita desde 2011 na Casa com parecer favorável ao plenário e exigimos que não tenha mais adiamento para sua votação. Fomos ouvidos e de forma bem firme, pudemos nos fazer entender. Ressaltamos que a mobilização na capital e no interior vai continuar e não cessaremos nossa voz para conseguir nossos objetivos. O Sindseps trouxe a luta feita em Salvador para Brasília e retornará com ainda mais força para o enfrentamento diário que fazemos pela valorização dos agentes de saúde”, pontou Cerqueira.

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