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Indignação: falta vacinas para grupos prioritários e sobra para “fura-filas” em Salvador

De acordo com o Plano Nacional de Imunização proposto para o combate à Covid-19 e que fora iniciado na última segunda-feira (19), na capital baiana, os trabalhadores da saúde que estão atuando diretamente no combate à doença devem ser imunizados com vacina disponibilizada.

Segundo o documento, no rol de trabalhadores da saúde estão incluídos todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Desta maneira, compreende tanto os profissionais da saúde – como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, serviços sociais, profissionais de educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares – quanto os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, seguranças, pessoal da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros, ou seja, aqueles que trabalham nos serviços de saúde, mas que não estão prestando serviços direto de assistência à saúde das pessoas. Inclui-se, ainda, aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares como os cuidadores de idosos e doulas/parteiras, bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres.potencialmente contaminados.

Por conta da insuficiente quantidade de doses enviadas para Salvador, o planejamento inicial foi reformulado e abrangeu apenas profissionais de unidades que atuam com o trato da doença (gripários) e colegas do SAMU 192. A expectativa da chegada de novas cargas de vacina traz a esperança de que todos profissionais sejam vacinados.

Apesar da afirmativa da gestão municipal de que somente esses profissionais das unidades que atuam no trato direto da doença seriam vacinadas nesta etapa, uma imagem que circula nas redes sociais causou indignação nos milhares de colegas que aguardam ansiosos pelo momento de vacinação. A coordenadora do Distrito Sanitário de Saúde de Cajazeiras aparece supostamente sendo vacinada com a primeira dose do imunizante.

A diretoria do Sindseps repudia a situação e lamenta que nossa cidade também tenha sido palco para favorecimento nesse suposto “fura fila” que prejudica o planejamento e fere direitos de idosos e profissionais que estão altamente vulneráveis por conta da proliferação mortal do vírus. “Recebemos diversos relatos indignados de colegas de toda a cidade e vamos cobrar à Secretaria de Saúde que tome as providências devidas. Da mesma forma, notificaremos ao Ministério Público Federal para que passe a acompanhar a vacinação na capital baiana”, declarou o diretor do Sindseps, Bruno Carianha.

Ainda de acordo com o dirigente sindical, a entidade tem buscado garantir que profissionais que atuam no acolhimento de pacientes com suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus sejam incluídos nas etapas iniciais. “Reconhecemos a prioridade para os colegas que estão sendo vacinados e da mesma forma, existe a urgência para quem atua no acolhimento de pacientes nessas mesas unidades. Entendemos a escassez das doses diante da demanda, mas quando vemos personagens que não estão atuando no enfrentamento direto e ocupando cargos comissionados serem vacinados, a nossa compreensão dá lugar para a indignação gigantesca”, concluiu Carianha.

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