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Missão impossível: servidores do Centro de Saúde do Pelourinho correm perigo e pedem segurança para prestar atendimento à população

Duas servidoras foram abordadas no consultório por uma mulher com faca em punho apontada para as mesmas. A ameaçadora exigia a prescrição de um contraceptivo que não era adequado.

A usuária conhecida como Elinai é conhecida por todos na unidade, pois sempre entra gritando e tentando ser atendida na frente dos demais. Ela começou dizer impropérios, inclusive dizendo que “é por isso que os vagabundos invadem e detonam todo mundo”. A mulher também ameaçou dizendo que iria “tacar fogo” na colega A. (nome suprimido) e que havia fotogrado a mesma. As pacientes pediram para alertar a mesma

O que parece um conto com contornos de suspense é a situação real vivida pelos trabalhadores do Centro de Saúde do Pelourinho, na Avenida J.J.Seabra, ao lado do Mercado de São Miguel. Os relatos extraídos do livro de ocorrências mostram o terror vivido pelos servidores municipais expostos à violência protagonizada por criminosos e usuários de drogas da região. Tudo isso acontece potencializado pela inerte posição da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS).

Na manhã desta quarta-feira (19), os trabalhadores daquela unidade realizaram assembleia com a participação da diretoria do Sindseps para exigir que a SMS promova as condições adequadas e suficientes de segurança. Sensibilizando os pacientes, os servidores apontaram os vários casos que acontecem nas dependências do serviço de saúde e que vitimam usuários e profissionais.

O coordenador geral do Sindseps, Bruno Carianha (@brunocarianha2020) falou sobre a atitude dos colegas da unidade e apontou caminhos para buscar a solução da demanda que tem causado insegurança, medo e adoecimento mental nos trabalhadores. “Ficamos assustados com os relatos feitos por pacientes e colegas. Não há como prosseguir trabalhando sem a segurança mínima. Cobro a responsabilidade do prefeito e do secretário de saúde para resolver essa situação de extremo perigo. Vamos aguardar até o próximo dia 02 (de março) e se nada for feito, não restará outra alternativa que não seja paralisar os serviços para preservar vidas ameaçadas”, afirmou Carianha.

No dia 02 de março, a partir de 07h, os trabalhadores do Centro de Saúde do Pelourinho realizarão nova assembleia. Na oportunidade, os servidores avaliarão as possíveis medidas adotadas pela gestão municipal. Conforme anunciado pelo coordenador do Sindseps, as atividades poderão ser paralisadas. “Trabalhar aqui é como uma missão impossível. Os colegas vencem desafios para preservar a vida em cada atendimento”, concluiu Carianha.

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