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Insegurança, risco e medo: servidores do 19° Centro de Saúde pedem socorro

A proteção e saúde do empregado no seu ambiente de trabalho é de responsabilidade do empregador. A própria Constituição Federal impõe ao Poder Público e à coletividade que garantam condições salutares e dignas para a pessoa humana.

Tendo esse embasamento como princípio de atuação no que corresponde à saúde do trabalhador, a diretoria do Sindseps esteve mais uma vez, ao lado dos colegas do 19° Centro de Saúde, na Avenida J.J. Seabra, na Baixa dos Sapateiros. A unidade que fica ao lado do Mercado de São Miguel é um ponto vulnerável e que tem causado riscos à integridade física dos servidores e prejudicado o bom andamento dos trabalhos de atendimento aos usuários.

Sem qualquer aparato de segurança na localidade em pronto apoio, trabalhadoras e trabalhadores ficam à mercê de atitudes violentas e comportamentos hostis durante todo o período de funcionamento da unidade. Algumas situações tem tido desfechos de tentativas e agressões consumadas na direção de usuários ou colegas em serviço.

Em assembleias anteriores, os profissionais de saúde ofereceram prazos para que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pudesse – ao menos – informar quais medidas de segurança seriam tomadas para proporcionar um ambiente minimamente adequado ao trabalho. Nesta unidade são feitas testagens para detecção da Covid-19, consultas eletivas, curativos e outros atendimentos. A população em situação de rua encontra apoio e assistência também com o trabalho realizado pelos colegas no local ou nas ruas da região.

Findado o último prazo estabelecido em 48 (quarenta e oito) horas para possível encaminhamento da solução por parte da SMS e sem qualquer retorno do órgão, os servidores decidiram pela paralisação do serviços ofertados na unidade na próxima segunda-feira (19) até a resolução do problema recorrente. A decisão foi tomada em assembleia setorial, na manhã desta terça-feira (13) com a presença leal do Sindseps. Além disso, os colegas anunciam que estarão no posto em cumprimento de suas obrigações internas em zelo com o compromisso público.

“Tivemos toda a boa vontade de oferecer prazos para que a Secretaria [Municipal] de Saúde tomasse providências para estabelecer qualquer aparato de segurança nesta unidade. Nossos colegas correm risco em suas vidas diante das agressões e do medo. A população está ao nosso lado, porque também se vê ameaçada e quer solução. Paralisar nunca é bom para nenhum integrante do sistema de saúde, mas foi a forma encontrada para chamar a atenção da Prefeitura. Oferecemos mais uma semana em alerta e esperamos que seja suficiente para uma tomada de decisão por parte da gestão municipal”, disse a diretora do Sindseps, Edna Maria.

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