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Cadê a vacina? Agentes da Semop decidem paralisar atividades para evitarem mortes pela Covid

Uma paralisação por 48 (quarenta e oito) horas como forma de chamar a atenção da Prefeitura Municipal de Salvador foi a forma encontrada pelos agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para garantir a vacinação para a categoria.

Após várias assembleias realizadas pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), os trabalhadores do órgão decidiram por suspender suas atividades temporariamente até que a gestão municipal inclua esses servidores nas prioridades da vacinação contra o coronavírus.

Os trabalhadores atuam no ordenamento do comércio informal em feiras livres, mercados municipais e operações de fiscalização no combate à pandemia na cidade. Temerosos diante da possibilidade de contaminação, esses servidores alegam que as condições de biosseegurança não estão sendo observadas pelo órgão durante as atividades protagonizadas pela categoria nas aglomerações que são recorrentes nos ambientes de atuação.

Além da negativa na vacinação, outras observações foram feitas relacionadas com a biossegurança, como por exemplo, a quantidade de ocupantes em veículos e deficiência na oferta de equipamentos de proteção individual.

A capital baiana tem cerca de 246 (duzentos e quarenta e seis) agentes de fiscalização para atuar em toda a cidade nas diversas ações de ordenamento promovidas pela Prefeitura de Salvador. Além deles, outros servidores que atuam em atividades internas também participam das atividades externas para compor as equipes em operações como forma de suprir as carências do quadro escasso.

Na assembleia realizada na manhã desta terça-feira (11), na sede do órgão, o diretor do Sindseps, Alex Mendes apontou a negativa da Prefeitura em considerar a essencialidade dos serviços feitos pelos colegas “A Prefeitura de Salvador insiste em não reconhecer que nosso trabalho de ordenamento de feiras livres e mercados, por exemplo, ajuda a combater o vírus na cidade. Somos essenciais por natureza da nossa função em qualquer circunstância e principalmente em uma crise sanitária. Pedimos apenas pela nossa biossegurança, pois estamos perdendo a batalha da vida para a covid nas operações sem planejamento logístico e operacional. Estamos sendo tratados como segunda classe no quadro de trabalhadores do município e expostos de maneira irresponsável pela gestão. Isso acaba agora com nosso grito de repúdio e a paralisação declarada de forma unânime pelos colegas, declarou Mendes.

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